O que significa a palavra AIDS?
O termo AIDS é um acrônimo que significa síndrome de imunodeficiência adquirida. A termologia em língua inglesa (Acquired immunodeficiencie syndrome).
Seu próprio nome trata-se de uma síndrome de um conjunto de sintomas e sinais, de imunodeficiência, caracterizada por um grave transtorno do sistema imunológico adquirida, é secundaria , uma infecção viral e não pertence ao grupo de imunodeficiência primária.
A AIDS é uma doença nova ou sempre existiu e, até agora, tinha passado por despercebido?
Os cientistas e pesquisadores afirmam que a AIDS é uma doença nova. É impossível, que o quadro tão grave com manifestações tão evidentes e complexas tenha passado despercebido pelos médicos. Há doenças que conhecemos desde a antiguidade, cujas manifestações clínicas foram descritas com detalhes. Ainda que não sejam conhecidas suas causas ou tratamento.
A AIDS é uma doença com a qual a medicina não havia se deparado até o início da década de oitenta. O conhecimento científico desse quadro é muito recente: pouco mais de dez anos.
Onde apareceram os primeiros casos da AIDS?
Provavelmente será difícil precisar onde apareceu o primeiro caso da doença, mas podemos afirmar que as primeiras descrições foram registradas nos países desenvolvidos, desde 1981, em Los Angeles, tornaram-se conhecidos os casos de cinco adultos do sexo masculino (jovens homossexuais) que apresentaram pneumonia por pneumocystis carinii e outras infecções oportunistas.
Em condições normais, uma pessoa não desenvolve infecções oportunistas e estas se produzem somente nos indivíduos, cujo, o sistema imunológico está seriamente comprometida. Nesses casos, germes, que habitualmente não tem capacidade de produzir doenças graves, podem determinar o aparecimento de infecções repetidas prolongadas e graves. O fato de esses jovens americanos terem apresentado uma pneumonia causada por germes tão pouco habitual como o pneumocystis carinii –um germe oportunista – alertou as autoridades de saúde dos EUA.
Na primavera de1981, o CDC (Centro for Diseae Control), de Atlanta, emitiu um relatório no qual chamava a atenção para o quadro desconhecido. Observou que uma série de jovens do sexo masculino, de raça branca, habitantes de grandes núcleos urbanos (Los Angeles, São Francisco, Nova York, etc.), apresentava um quadro de imunodeficiência adquirida com grave comprometimento do sistema imunológico, não descrito, até então, que lhes provocava infecções respiratórias causadas por germes pouco habituais, além de tumores freqüentes, como o sarcoma de Kaposi. Esse tumor costuma ser notado em pessoas submetidas e transplantes de órgãos ou em indivíduos com graves alterações do seu sistema imunológico. Entretanto, nenhum deles pertencia a esse grupo de pacientes. Por outro lado, curiosamente, todos eles eram homossexuais.
Na outra semana, apareceram em outras cidades norte-americanas, pacientes com manifestações clínicas coincidente e, praticamente, todos eram homossexuais do sexo masculino. Com a descrição de novos casos observou-se que as manifestações clínicas não eram exclusivamente respiratórias e começaram a aparecer casos de meningite, infecções graves do aparelho digestivo, da pele, etc. Isso fez com que em maio de 1981, Gothieb e colaboradores publicassem na conceituada revista New england journal of medicine, um trabalho intitulado ‘’pneumocystis carinii pneumonia and mucosal candidiasis in previouslis healthy homossexual men. Evidenceof a new acquired cellular immunodeficiency ‘’, no qual era descrito casos da AIDS com outras manifestações.
Como os primeiros indivíduos afetados eram homossexuais do sexo masculino, não faltaram fanáticos que reconhecessem na AIDS uma maldição ou castigo divino, imposto a uma coletividade cuja preferência sexual não admitida por uma boa parte da sociedade. “Determinados setores, propuseram para essa doença o nome de “peste gay” e” GRID”(Gay Related immunodeficiency,ou seja, deficiência imunológica ligada aos gays) . Evidentemente, essa explicação desprovida de rigor científico, não foi levada em consideração por médicos e pesquisadores. A comunidade cientifica procurou averiguar, com bases científica e não aplicando critérios subjetivos e morais, a causa dessa nova e misteriosa doença. Poucas semanas depois começaram a ser observados casos da AIDS em mulheres, crianças pequenas, pessoas que tinha recebido transfusões, hemofílicos e usuários de drogas por via intravenosa. Isso demonstrava que a AIDS não era uma doença exclusivamente de gays, ainda que os homossexuais do sexo masculino, constituíssem um grupo especialmente afetado.
Qual é a origem da doença?
Muito se especulou sobre a origem da AIDS, mas a hipótese mais verossímil é a proposta do doutor Robert Gallo. A tese dele é que, a AIDS inicio-se na África subsaariana. Naquela região existe uma espécie de macaco verde africano (Cercopithecus aethiops), portador do vírus STLV-III, que não costuma provocar danos a esses primatas. Provavelmente o vírus STLV-III tenha sofrido uma mutação e se transformado em um vírus agressivo para o homem, capaz de produzir uma grave e progressiva deterioração do sistema imunológico, ocasionando a AIDS.
Qual é o agente infeccioso que produz a AIDS?
Como os primeiros casos foram observados em homossexuais, acreditou-se que a doença pode ser causada por alguma substância presente no esperma que, absorvida por via retal, e acabaria deprimindo o sistema imunológico desses indivíduos.
Durante um tempo, presumiu-se que os inalantes denominados Popper, utilizados especialmente por esses grupos de indivíduos para estimular suas atividades sexuais, poderia ser a causa da doença. Os inalantes são compostos por nitritos, fundamentalmente nitrito de amila e nitrito de butila, que inalados provoca ação euforizante e afrodisíaca. Acreditou-se que essas substancias poderiam produzir um efeito depressor do sistema imunológico nas pessoas que consomem.
Quando se observou que a AIDS era freqüente nos toxicômanos que se drogavam por via intravenosa, e que esses indivíduos, tais como os homossexuais, vivem freqüentemente em ambientes de promiscuidade e em condições de higiene deficientes, a AIDS podia ser provocada por uma série de infecções de natureza das mais variadas.
O aparecimento da AIDS em outros grupos como os hemofílicos, receptores de transfusões e filhos de usuários de drogas que não adotavam nem os atos sexuais nem eram usuários de heroína, suscitou a hipótese de uma causa infecciosa, e provavelmente, viral.
No final de 1982, tinha uma série de dados que indicavam claramente que a AIDS era uma doença infecciosa, transmitida fundamentalmente, por contato sexual e por meio de sangue. Ou seja, seus mecanismos de transmissão eram conhecidos antes mesmo de seu agente causador.
Os doutores Myron Essex, do Instituto de saúde pública de Harvard, e Robert Gallo, do Instituto Nacional do câncer de Bethesda , referendaram a hipótese de que o vírus da família HTLV, o Human T-cell Leukemia vírus, um retrovírus capaz de produzir leucemia, podia ser o agente causador da AIDS, o mérito da descoberta da causa da doença cabe aos pesquisadores do Instituto Pasteur, dirigido pelo professor Luc Montangnier.
No início dos anos oitenta, pesquisava-se, no do Instituto Pasteur Paris, a presença de novo retrovírus nos linfócitos T de mulheres com câncer de mama. Por outro lado, em 1982, formou-se, na França, um grupo de pesquisa sobre a AIDS. Esse grupo também suspeitava de que a doença podia estar relacionada com o retrovírus e presumiu que o momento ideal para tentar isolar o vírus responsável, seria durante as primeiras fases da AIDS, quando o número de linfócitos T4 (as células “organizadoras” do sistema imunológico) ainda não se encontram muito reduzido.
A ciência moderna é extraordinariamente exigente e o rigor científico não permite aceitar como validas hipóteses sugestivas, que não estejam comprovadas e reconfirmadas por diferentes grupos de pesquisadores, utilizando idênticas metodologias.
Os cientistas do Instituto Pasteur continuaram isolando o mesmo vírus no pacientes com AIDS, nos indivíduos com comportamentos de riscos (homossexuais, usuários de drogas, etc.) e nos pacientes hemofílicos. Continuaram constatando que a morfologia do vírus, era diferente da mostrada pelo HTLV. Descobriram, também, a constituição protéica do vírus e foram detectados anticorpos nos doentes.
Hoje, sabe-se, que existem dois agentes causadores da AIDS: O HIV-1 o mais freqüente e agressivo, e o HIV-2 encontrado, em geral ,no nordeste da África, que menos virulento que o HIV-1 .
| Campanha de Combate à Violência Sexual Infanto-juvenil |
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A Secretaria Municipal da Educação e Cultura (SMEC) abraça mais uma causa em prol das crianças e adolescentes colaborando com a Campanha de Combate à Violência Sexual Infanto-juvenil, promovida pelo Ministério Público (MP) da Bahia, por intermédio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude (CAOPJIJ). O objetivo da campanha é combater todas as formas de violação dos direitos infanto-juvenis que conta, além da prevenção e proteção do Estado, com o compromisso da sociedade em relação à defesa e promoção desses direitos. Todos podem contribuir, denunciando através do Disque-Denúncia Nacional, disponibilizado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (disque 100). |
HOMOFOBIA
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O que é a homofobia? Homofobia caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afectivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual. |
A homofobia define o ódio, o preconceito, a repugnância que algumas pessoas nutrem contra os homossexuais. Aqueles que abrigam em sua mente esta fobia ainda não definiram completamente sua identidade sexual, o que gera dúvidas, angústias e uma certa revolta, que são transferidas para os que professam essa preferência sexual. Muitas vezes isso ocorre no inconsciente destes indivíduos.
Para reafirmar sua sexualidade e como um mecanismo instintivo de defesa contra qualquer possibilidade de desenvolver um sentimento diferente por pessoas do mesmo sexo, os sujeitos tornam-se agressivos e podem até mesmo cometer assassinatos para se preservarem de qualquer risco. Muitas vezes, porém, a homofobia parte do próprio homossexual, como um processo de negação de sua sexualidade, às vezes apenas nos primeiros momentos, outras de uma forma persistente, quando o indivíduo chega a contrair matrimônio com uma mulher e a formar uma família, sem jamais assumir sua homossexualidade. Quando este mecanismo se torna consciente, pode ser elaborado através de uma terapia, que trabalha os conceitos e valores destes indivíduos com relação à opção homossexual.
O termo homofobia foi empregado inicialmente em 1971, pelo psicólogo George Weinberg. Esta palavra, de origem grega, remete a um medo irracional do homossexualismo, com uma conotação profunda de repulsa, total aversão, mesmo sem motivo aparente. Trata-se de uma questão enraizada ao racismo e a todo tipo de preconceito. Este medo passa pelo problema da identificação grupal, ou seja, os homófobos conformam suas crenças às da maioria e se opõem radicalmente aos que não se alinham com esses papéis tradicionais que eles desempenham na sociedade, ainda que apenas na aparência.
Alguns assimilam a homofobia a um tipo de xenofobia, o terror de tudo que é diferente. Mas esta concepção não é bem aceita, porque o medo do estranho não é a única fonte em que os opositores dos homossexuais bebem, pois há também causas culturais, religiosas – principalmente crenças cristãs (católicas, protestantes), judias ou muçulmanas -, políticas, ideológicas – grupos de extrema-esquerda e de extrema direita -, e outras que se entrelaçam igualmente no preconceito. Geralmente os fundamentalismos não cedem espaço ao homossexualismo. Há, porém, dentro dos grupos citados, aqueles que defendem e apóiam os direitos dos homossexuais. Dentro das normas legais, também há variantes, ou seja, há leis que entre casais do mesmo sexo e casais do sexo oposto se diversificam. E, por mais estranho que pareça, em pleno século XXI, alguns países aplicam até mesmo a pena de morte contra homossexuais.
O homófobo pode reagir perante os homossexuais com calúnias, insultos verbais, gestos, ou com um convívio social baseado na antipatia e nas ironias, modos mais disfarçados de se atingir o alvo, sem correr o risco de ser processado, pois fica difícil nestes casos provar que houve um ato de homofobia. Alguns movimentos são realizados em código, compartilhados no mundo inteiro pelos adversários dos homossexuais, tais como assobios, alguns cantos e bater palmas.
MINHA OPINIÃO
Depois de ler sobre o assunto eu cheguei à seguinte conclusão, que a homofobia é o medo e o desprezo que as pessoas têm pelos homossexuais, pelo fato deles se interessar por pessoas do mesmo sexo.
Homens e mulheres podem ser homofóbicos e é preocupante esse aumento do ódio e medo que essas pessoas sentem pelos que são diferentes, porque muitas dessas pessoas tornam-se violentas, apenas por puro preconceito.
A homofobia, o sexismo e o racismo, com seu preconceito, suprimem os direitos das lésbicas, gays e bissexuais, quando não os permite expressar o seu eu, os criticando, muitas vezes cometendo atos de violência e isto se reflete no medo que os homossexuais têm, pois vem crescendo as ameaças de morte contra eles.
Aqui na escola já aconteceu de alguns colegas nossos, sofrerem com a discriminação e também já sofreram ameaças. Eles também têm que agüentar as brincadeiras de mau gosto, as agressões verbais e apelidos que ofendem
Nossa sociedade, as leis, os órgãos de comunicação social, religiões e etc, tentam constantemente a imposição da heterossexualidade, como a forma NORMAL, superior, ou única forma de sexualidade. Ignorando o homossexualismo, numa verdadeira forma de violação aos direitos humanos.
Temos que desafiar com determinação o racismo e o sexismo e combater todas as formas de discriminação, porque se não ajudarmos, esta violência continuará crescendo a cada dia.
Aluna Jamilles
VULNERABILIDADE
Fragilidade, sensibilidade, falta de informação e educação, facilidade de ser manipulado, ingênuo, imunidade biológica frágil; exclusão social; carência afetiva, desemprego, influência da mídia; família que não dá limite; e falta de referência religiosa.
VULNERABILIDADE DO ADOLESCENTE REFERENTE AO HIV (AIDS)
Através das condutas de riscos o adolescente sem apoio familiar e do Estado, abre espaço para as doenças oportunistas como as DST’s e o HIV (AIDS). É importante ressaltar que a vulnerabilidade de determinada população varia de acordo com o contexto histórico-social, psicossocial e econômica no qual o indivíduo está inserido.
CONDUTAS DE RISCO
Drogas, sexo sem camisinha, curiosidade, egocentrismo (onipotência) dos adolescentes;
Início cada vez mais precoce da atividade sexual;
Maior incidência de parceiros múltiplos;
Uso de drogas injetáveis e outras;
Pensamento mágico, exs: “comigo não vai acontecer”;
Descaso com relação ao uso de preservativo;
Desinformação sobre as doenças de transmissão sexual;
Gravidez na adolescência;
Violência sexual.
Abaixo alguns slides da nossa aula em power point, infelizmente, o blog não aceitou a inclusão dos slides originais.
Fica ligado!
Esta doença é grave!
Material pesquisado e elaborado pelas alunas:
Lívia e Rute.
Bibliografias:
Livro da Família, Aprendendo sobre AIDS e doenças sexualmente transmissíveis, Coordenação Nacional de DSTs e AIDS, Ministério da Saúde – Brasília-DF.
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADfilis
II – APRENDENDO SOBRE SÍFILIS E SÍFILIS CONGÊNITA
A sífilis é uma DST - Doença Sexualmente Transmissível, porque se pega principalmente durante as relações sexuais. Depois da AIDS é a mais perigosa das DST’s, todavia, diferente da AIDS, ela tem cura.
Caso esta doença não seja tratada corretamente pode ter várias conseqüências, como por exemplo: paralisia e problemas no coração, cegueira, insanidade mental, entre outras, podendo inclusive morrer.
Em geral o sintoma da sífilis é uma ou mais feridas de cor avermelhada, indolor na parte genital, ou em diversas outras partes do corpo, mesmo não tratando a ferida desaparece sozinha, porém, mais tarde, a doença aparece em forma de febre alta, gânglios inchados, rachaduras nas plantas dos pés e das mãos e perda de cabelo.
Essa doença é curável e a substância que a cura é a penicilina, entretanto, deve-se ir ao médico, só ele sabe a dosagem certa. Se for medicado errado pode agravar a doença e não obtém a cura.
Muitas pessoas ao tentar se medicar usa doses erradas ou medicamento errado e a princípio tem uma pressuposta “cura”, a doença desaparece, mas volta anos depois em estado muito avançado.
A sífilis também pode ser contraída pelo bebê durante a gestação, a mãe passa o micróbio pelo sangue através da placenta. Neste caso, o tratamento é complicado, castiga muito o bebê e é caro. Para saber se a pessoa está com sífilis, basta fazer um exame de sangue.
E PENSAR QUE TUDO ISTO PODERIA E PODERÁ SER EVITADO USANDO A CAMISINHA!
Síntese elaborada por:
Lívia e Rute.
Bibliografia:
Livro da Família, Aprendendo sobre AIDS e doenças sexualmente transmissíveis, Coordenação Nacional de DSTs e AIDS, Ministério da Saúde – Brasília-DF.
19/05/2004
Rodovias federais são focos de exploração sexual infanto-juvenil
Entidades entregam manifesto contra prostituição infantil ao presidente da República
Fernanda Carvalho
Na idade, meninas; na boleia dos caminhões, mulheres. Meninas-mulheres por alguns trocados ou até por comida vendem o corpo. Sem, muitas vezes, ter noção da violência a que se submetem na luta pela sobrevivência, elas batem à porta dos caminhões estacionados em postos de gasolina ou nos acostamentos e oferecem todo tipo de prazer. O jogo de sedução parece até brincadeira para as crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual nas rodovias de todo país, mas é uma aventura criminosa e perversa para os adultos que aceitam o programa.
"Já fui testemunha de muitos episódios como este na estrada. Lamentavelmente, caminhoneiros esquecem que são pais e usam destas meninas", admite o presidente do Sindicado dos Caminhoneiros do Estado da Bahia, Fernando Lucena, que desde 1996 trabalha na conscientização dos cerca de 23 mil caminhoneiros que circulam no estado. Ele próprio, na época em que estava à frente do volante rodovias afora, foi abordado diversas vezes por menores. “"Num posto próximo de Feira de Santana, mãe e filha de cerca de 10 anos me disputaram como cliente. No Piauí, uma outra mãe quis me vender uma filha de 8 anos, alegando virgindade da criança. Palavras não resumem as cenas brutais que presenciamos. Sei que esta é uma realidade difícil de extinguir, mas me sinto na obrigação de combater a prostituição infanto-juvenil”", declara Lucena.
Dados da polícia Rodoviária Federal (PF) confirmam a exploração sexual infanto-juvenil que acontece nos anéis rodoviários estratégicos para a economia do país. Nos três primeiros meses deste ano, 33,4% das ocorrências notificadas nas rodovias federais envolviam crianças e adolescentes em situação de exploração sexual. No Dia Nacional de Luta Contra o Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o presidente da Confederação Nacional de Transporte, Clésio Andrade, entregou ontem ao presidente da República um manifesto com 60 mil assinaturas em defesa da erradicação da prostituição infantil.
Operações - Ações e mobilizações acontecem em todo o país esta semana. A polícia rodoviária baiana iniciou ontem operações noturnas para o enfrentamento do problema. O alvo da varredura, resultado de uma ação integrada das polícias rodoviária e civil, Ministério Público, Juizado de Menores e Conselhos Tutelares, foram as BRs 324 e 116, principais focos de prostituição infantil na malha rodoviária baiana. No primeiro dia de trabalho, duas menores foram conduzidas ao Conselho Tutelar por pedirem carona a caminhoneiros. Uma outra foi flagrada tentando fazer programa no posto Canaã, em Vitória da Conquista. "Muitas fugiram ao perceber a chegada das viaturas, mas outras ocorrências vão surgir porque vamos continuar a varredura no trecho. Além disso, queremos estender a ação para alguns prostíbulos que já foram mapeados na área", garante o policial rodoviário Sérgio Villas Boas.
Em Salvador, uma sessão especial e conjunta realizada na Câmara Municipal reuniu vereadores, deputados estaduais e representantes das 37 entidades que compõem o Comitê Estadual de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes. Crianças do Coral da Juventude e outras assistidas pela Organização do Auxílio Fraterno (OAF) ouviram de políticos, autoridades e representantes da sociedade civil estratégias para combater o comércio da sexualidade infantil. "A exploração sexual é uma agressão física e psicológica. Deve ser um trauma passar por isso", avalia Débora Batista, 15 anos, após assistir à sessão especial, que foi também realizada em mais dois municípios do interior.
Instituído pela lei federal nº 9.970, de 17 de maio de 2002, o 18 de maio é uma data emblemática porque rememora o crime contra Araceli, menina de 8 anos cruelmente estuprada e morta em Vitória, no Espírito Santo. O homicídio causou enorme comoção nacional na época. "Há alguns anos lutamos contra a consagração da impunidade em nosso país. Este ano, apresentei um projeto para que o dia 18 se torne uma data regimental aqui na Câmara. Esta luta não pode ser esquecida", destaca a vereadora Walquíria Barbosa (PTB).
Crime acontece em todo o país
Apesar de inexistência de dados estatísticos sobre exploração sexual contra menores, este tipo de violência acontece em todas as regiões do país. Meninas se prostituem não só no dia-a-dia de caminhoneiros à beira da estrada. Nas grandes cidades, as cenas de crianças vendendo o corpo são rotineiras e, pior, ignoradas pela sociedade.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê pena de quatro a dez anos de reclusão e multa para os exploradores sexuais de crianças e adolescentes, mas a impunidade mantém a prática do crime nos dias atuais, apenas um pouco mais velada. "As ações são ainda pequenas diante da dimensão do problema. É preciso que os governos estadual e federal, em comum acordo, intensifiquem a fiscalização nas estradas e nas cidades", argumenta a deputada estadual Lídice da Matta (PSB).
A pesquisa Tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para fins de exploração sexual detectou, no Brasil, a existência de 241 rotas terrestres, marítimas e aéreas voltadas à prática criminosa no Brasil. A maior concentração de casos está nas regiões Norte e Nordeste. Estruturada em redes que contam com a participação de diversos setores, a exploração sexual é camuflada por donos de postos de gasolina, hotéis, pousadas, motéis, taxistas e demais intermediários que lucram com o comércio do sexo infanto-juvenil.
Perversidade - Na Praça da Sé, a partir das 18h, meninas assumem bancos à espera de clientes, assim como outros pontos turísticos da cidade, a exemplo do Farol da Barra e Itapuã. O mais perverso é constatar que, mais que um problema de segurança pública, a exploração sexual infanto-juvenil tem raízes sociais. A fome, a desestruturação familiar e falta de perspectivas empurram crianças para a prostituição.
O pouco ou muito dinheiro que ganham fazem com que as vítimas nem tenham consciência da violência a que são submetidas. A tabela de preços depende do serviço prestado e da nacionalidade do cliente. Um programa pode custar apenas R$1, mas para os turistas estrangeiros o sexo infantil custa mais caro. "Quando elas ganham um dinheiro na noite anterior, estão em cima do salto, nem adianta querer conversar. Que alternativa econômica podemos oferecer para uma menina que, para ficar com um gringo durante uma semana, ganha R$1,5 mil?", questiona Altair Lyra, educador social do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan (Cedeca).
Denúncias são dificultadas
Com dinâmica diferenciada das vítimas de abuso sexual, menores exploradas sexualmente não denunciam a violência ou não procuram ajuda, porque encaram a prostituição como meio de sobrevivência. Em nove meses de trabalho de campo nos seis principais pontos de prostituição da cidade, os educadores do Cedeca conversaram com 20 meninas e conseguiram encaminhar três delas para a instituição. Pode parecer um número inexpressivo, mas dar outro destino a estas crianças erotizadas e "adultizadas" não é algo tão simples.
"Também acho que o ideal seria tirar as 20, mas trabalhar com esta realidade é complicado", considera o educador Lira, acrescentando que o envolvimento com drogas e falta de uma ação integrada que garanta a permanência destas meninas em instituições de acolhimento dificulta o trabalho. Muitas já foram abusadas sexualmente dentro de casa e, na lógica delas, é preferível ser violada na rua, conseguindo assim alguma benesse.
Vencendo a resistência
Para simplesmente partilhar o modo de vida das meninas de rua é preciso vencer a resistência e desconfiança dos primeiros contatos. Aos poucos, elas vão expondo a fragilidade que quase nunca podem revelar.
"Muitas estão no limite. Carentes emocionalmente, sexualmente abusadas, mas sem outra alternativa de vida. O que mais choca é vê-las ainda crianças e absolutamente vítimas, sem qualquer direito enquanto cidadãs", conta a também educadora do Cedeca, Nereida Mazza, que pelo contato com as meninas-prostitutas já foi várias vezes abordada como profissional do sexo no Centro Histórico.
Acolhida pelo Cedeca, uma das menores, 16 anos, que foi para as ruas fugindo das investidas sexuais do padrasto pediu abrigo. Um lugar para ficar, onde pudesse tomar banho, dormir e estudar. Um desejo que deveria ser, de fato, direito de toda criança e adolescente.
Diferença entre abuso e exploração
Abuso sexual é a utilização do corpo de uma criança ou adolescente para satisfação sexual de um adulto, com ou sem uso da força física. Desnudar, acariciar as partes íntimas, levar o menor a assistir ou participar de práticas sexuais constituem crime.
Exploração sexual é a prática sexual com crianças e adolescentes com fins comerciais. São considerados exploradores o cliente que paga pelos serviços sexuais e os intermediários. Aqueles que obrigam, induzem ou facilitam a prostituição infantil também podem ser presos. Pornografia e o turismo sexual são outras formas de exploração sexual infanto-juvenil. A distribuição de material erótico na internet, contendo menores, também é enquadrada nesta categoria de crime.
Correio da Bahia.
http://www.clubecorreio.com.br/aquisalvador/noticia_impressao.asp?codigo=28804
Incidência de Aids em menores de rua preocupa os especialistas - 2/9/2003
Paloma Jacobina
CORREIO DA BAHIA - AQUI SALVADOR
Falta de políticas públicas pode agravar situação de adolescentes Meninos de rua não costumam usar o preservativo e aumentam estatísticas do Ministério da Saúde de jovens contaminados pelo vírus da Aids.
A proteção durante as relações sexuais nunca foi uma preocupação para o casal Arlei e Adriana, ambos de 17 anos e pais de um menino de 11 meses. Morando na rua desde os 11 anos, Arlei afirma conhecer todas as informações sobre os riscos do contágio por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Adriana também diz que "sabe tudo sobre sexo", mas, preferiu arriscar na hora de transar com o namorado. "Na rua, não temos muito a perder. Se morremos de Aids, ou com uma bala na cabeça, não fará muita diferença", diz.
Nem a morte de um amigo próximo, há um ano, contaminado pelo vírus da Aids, abalou a autoconfiança do casal. Arlei diz que só se preocupa em usar camisinha com uma parceira desconhecida. Adriana vai além e diz que camisinha só é importante para evitar filhos. "Mesmo assim dá errado, pois já vi várias meninas que diziam usar camisinha aparecerem grávidas", afirma.
Sem saber, a jovem pode estar ilustrando os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em maio deste ano, que registram um crescimento significativo no número de casos de contaminação entre as adolescentes, contrariando o número de casos registrados entre homens e mulheres na fase adulta.
Segundo o MS, o índice geral de contaminação entre brasileiros de todas as idades, é de dois homens para uma mulher. Nos jovens entre 13 aos 19 anos, a incidência de casos entre meninas é maior desde 1999, quando foram notificados 205 casos entre garotos e 222 em garotas. Em 2002, o Ministério da Saúde registrou 66 casos em meninos e 73 em meninas.
Diante da precariedade de trabalhos direcionados para a conscientização de meninos e meninas em situação de rua, bem como a inexistência de estudos específicos para essa população, a situação desses jovens tende a agravar. Quem afirma isso é a responsável pelo setor de atendimento aos jovens do Grupo de Apoio a Prevenção a Aids da Bahia (Gapa), Gladys Almeida, que aponta a importância da criação de políticas públicas voltadas e atentas para as necessidades desses adolescentes.
"Quando falamos em políticas e diretrizes, pensamos em caminhos que possam disponibilizar trabalhos que estimulem a auto-estima, dando alternativas de descobertas para os jovens. O grande problema desses jovens é a falta de acesso à cultura, de estímulo", afirma.
Situação dos jovens infratores
A Fundação de Apoio à Criança (Fundac) é responsável pela administração de três unidades de recolhimento de menores infratores no estado: duas Casas de Acolhimento ao Menor (CAM), uma em Salvador e outra em Feira de Santana, e a Comunidade de Atendimento Socioeducativo de Simões Filho (Case). Na CAM de Salvador, os adolescentes são divididos em duas unidades.
Nelas, o risco de contaminação dos adolescentes é basicamente através do contato sexual, ficando praticamente excluído os casos de contaminação através do uso de drogas injetáveis, registrados nos jovens que moram nas ruas.
"Quando estão aqui dentro, é difícil de controlar o contato sexual entre eles. Se não há uma conscientização da importância do uso da camisinha para se proteger, a possibilidade de contaminação é grande", explica a enfermeira chefe da Case de Simões Filho, Kátia Natalice Oliveira Santos. Ela ressalta, entretanto, que não foi registrado nenhum caso de contaminação nos últimos meses.
Apesar da falta de cuidado na hora da prevenção, existe um temor dos próprios meninos quando expostos a relações sexuais de risco. É o que afirma a enfermeira chefe da CAM, Maria Del Carmem, que relata a disposição dos jovens em fazer o teste de HIV. "A maioria pede por iniciativa própria para fazer o teste de Aids. Semana passada, tive dois casos de meninos que pediram para fazer o exame, pois mantiveram relações sexuais com meninas que, possivelmente, estão contaminadas", afirmou.
Em todas as unidades da Fundac os adolescentes passam por uma triagem médica que avalia as condições de saúde em que se encontram. "A medida tem a finalidade de respeitar a determinação da lei e impedir que jovens infectados contaminem outros sadios", explica a gerente socioeducativa da Fundac, Fátima Oliveira.
Legislação garante atendimento
A assistência à saúde para todos os jovens, independentemente da situação social em que estão inseridos, é um direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição Federal. Segundo o Artigo 227 da Constituição Federal e o Artigo 4o do ECA, a família é a responsável pela saúde das crianças e dos jovens que estiverem sob sua responsabilidade.
Já os artigos 108 ao 125 da Constituição determina que é dever do Estado a assistência à saúde dos meninos e meninas em conflito com a lei. A legislação é tão clara na prioridade à saúde desses adolescentes que prevê que os infratores doentes passem a ser tratados pelo Artigo 98, associado ao sexto do ECA, que determina a inclusão deles em um quadro de situação de risco, determinando uma medida de proteção.
"A saúde faz parte do atendimento integral do adolescente. O ECA é claro ao determinar que o adolescente precisa estar apto para receber uma medida socioeducativa. Caso contrário, ele deve ser tratado primeiro, para só então ser punido", explica a assistente social responsável pela gerência socioeducativa da Fundação de Apoio à Criança (Fundac), Fátima Oliveira.
Diagnóstico da situação
A inexistência de dados em qualquer âmbito que apontassem a condição dos menores infratores, bem como a ineficiência das políticas já implantadas, fizeram com que as coordenadoras das unidades socioeducativas, respaldadas pelo então secretário de Trabalho e Ação Social, Jardinaldo Batista, determinassem em maio de 2002 o desenvolvimento de um estudo que retrate a real situação dos jovens em privação de liberdade.
O levantamento do diagnóstico situacional dessa população será coordenado pelo Centro Baiano AntiAids (Creaids). Aprovado pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê de Ética da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o programa está em fase de implantação, com a montagem das equipes que darão corpo ao projeto.
Denominado de Avaliação de uma População de Menores em Situação de Risco: Diagnóstico Situacional de DST, HIV em 600 adolescentes da Casas de Acolhimento ao Menor (CAM) e da Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case), o projeto será iniciado pela preparação do corpo técnico da Fundac. O objetivo é fazer com que o programa tenha uma aceitação maior entre os jovens.
Como é uma pesquisa científica, o estudo vai se ater à determinação da prevalência de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens em privação de liberdade e a caracterização biopsicossocial desses adolescentes. A análise será feita individualmente com os adolescente por uma equipe multidisciplinar, composta por especialistas em hebeatria, infectologia, assistentes sociais e psicólogos. Inicialmente, toda a população da Fundac (fixa e flutuante) fará uma avaliação sorológica para detectar se há contaminação por HIV, HTLV, sífilis e hepatites B e C.
Para que haja uma maior eficiência do estudo, bem como dos projetos que serão implantados posteriormente para interferir na condição desses jovens, também será feita um estudo de residência, que vai analisar a capacidade de cada indivíduo de habilitar-se após um dano. "Esse será o eixo transversal do nosso projeto", afirma a coordenadora geral do projeto, Margareth Fialho.
Segundo Fialho, esse estudo será de extrema importância para a criação das políticas públicas que agirão sobre esses jovens. "O adolescente é sempre visto através da percepção de vulnerabilidade, por isso, é necessário que haja um esclarecimento maior sobre a condição de cada um para que eles possam ser transformados em multiplicadores de conhecimento", afirma.
Parceria beneficia alunos portadores do vírus HIV
07/11/2007 20:08
Mais uma instituição será agraciada pelo Programa Criança Viva, através do qual crianças da rede municipal de ensino de Salvador ou do interior do Estado hospitalizadas na capital tenham acesso a aulas ministradas por professores capacitados. Em visita à creche Conceição Macedo, localizada em Pernambués, o secretário municipal de Educação e Cultura, Ney Campello, anunciou que a instituição será atendida pelo programa. A SMEC também enviará material didático para a creche, que abriga 40 crianças, entre 2 a 6 anos de idade, órfãs ou portadoras do vírus HIV.
Além deste benefício, os alunos da creche também terão, através de um convênio com a SMEC, acesso à alimentação escolar oferecida nas 368 escolas da rede municipal de ensino. Atualmente, a alimentação escolar no município conta com um cardápio nutritivo, contemplando carne, frango, peixe, legumes e verduras. "Além disso, conseguimos que um dos nossos fornecedores patrocine durante um ano o aluguel de dez casas para as mães das crianças soropositivas", comemorou o secretário Ney Campello.
Também portadoras do vírus HIV, as mães das crianças recebem ajuda assistencial da creche. Elas tomam café da manhã no local e participam do dia-a-dia da instituição.A Creche Conceição Macedo conta com duas salas de aula, uma enfermaria, brinquedoteca e refeitório. Além dos 40 alunos que permanecem no local diariamente, das 7 às 17 horas, com aulas e diversas atividades no turno oposto, a escola também dá apoio a alunos portadores do vírus HIV que já têm mais de 6 anos, concluíram a Educação Infantil e estão no Ensino Fundamental em diversas escolas. No total, a creche assiste 150 crianças.
"Em 1985, eu trabalhava como enfermeira no Departamento de Infectologia do Hospital Roberto Santos, quando surgia a Aids nos noticiários. Na ocasião, pais abandonaram duas crianças soropositivas. Dei assistência a elas e não parei mais", afirmou a enfermeira Conceição Macedo, presidente da creche, Programa Criança Viva.
Apenas no primeiro semestre letivo de 2007, 2.120 crianças foram atendidas pelo programa da SMEC em oito unidades de saúde: os hospitais Roberto Santos, Couto Maia, Martagão Gesteira, das Clínicas, o Centro Pediátrico Professor Hosanah de Oliveira, o Grupo de Apoio à Criança com Câncer, e as casas de Saúde Erick Loeff e de Apoio à Criança Cardiopata.
Na Unidade Onco-hematológica Pediátrica Erik Loeff, no Hospital Santa Izabel, por exemplo, os alunos-pacientes têm acesso a aulas multimídia. No Erik Loeff, os jovens pacientes também contam com uma brinquedoteca.
Segundo o secretário Ney Campello, o conceito de educação deve englobar o atendimento integral do cidadão. "A educação não está restrita a sala de aula. O programa busca o aluno onde ele estiver. Inclusive, os médicos relatam que o aprendizado influencia de forma positiva no tratamento dos alunos", concluiu o secretário.
A coordenadora do programa, Veruska Andrade, explica que os alunos da escola hospitalar têm a oportunidade de criar, expressar-se com autonomia e desenvolver atividades educacionais fortalecendo o elo entre a criança e o ensino.
http://www.salvador.ba.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=7369&Itemid=42

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